| Entrevista com Dj Hadji | ||||
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Wesley Moura e Leandro Guedes – Periferia Hip Hop
O portal Periferia Hip Hop, entrevistou o Dj Hadji, que iniciou sua carreira profissionalmente em 1995, no grande baile do Clube da Cidade da Chic Show. Hoje toca para feras da música brasileira como Gabriel Pensador e Negra Li e do rapper Sabotage. Com precisão nos toca discos o bi-campeão do Hip Hop Dj, vem trilhando um caminho de sucesso há quase duas décadas. Saiba ainda como surgiu o nome Hadji, sobre a estréia no cinema, o Dj ainda comenta sobre a explosão de mp3 na internet. Confira na integra o papo que tivemos com o Dj Hadji. Periferia Hip-Hop: Hadji é um enorme prazer falar contigo!
Dj Hadji: O prazer é meu. Periferia Hip-Hop: Como foi o início da sua carreira “há quase 20 anos atrás” é o que impulsionou a virar DJ?
Dj Hadji: Bom, eu tinha 9 anos quando assisti um programa do Barros de Alencar e teve uma apresentação do grupo Black Júnior e depois passou uma reportagem do hip hop americano falando sobre os Dj’s e Mc’s. Foi ai que soube o que eu queria para a minha vida. Periferia Hip-Hop: Sabemos que uma boa aparelhagem de Dj custa caro. Como foi para você conseguir a sua aparelhagem no início?
Dj Hadji: Eu trampei em vários lugares pra juntar dinheiro, uma deles foi trabalhar em uma fábrica de bloco. Mas pra isso eu trampei quase 10 anos pra conseguir comprar um par de toca discos e um mixer. Periferia Hip-Hop: Os Dj’s nunca se esquecem da primeira aquisição. Qual foi o seu primeiro vinil?
Dj Hadji: Um compact disc do Michel Jackson. Ganhei dos meus pais como presente do dia das crianças. rsrsrsrrs Periferia Hip-Hop: Hadji, você ganhou o apelido baseado no antigo desenho animado da Hanna Barbera, “Jonny Quest”. Explique esse fato.
Dj Hadji: Bom, quando entrei na Chic Show em 1995 um dos donos e também Dj da Chic Show falou que eu parecia com o Hadji do desenho e eu não gostei, pois meu apelido de infância era Cocão. (risos) “Chic Show “ era uma equipe de baile de SP então os caras viram que eu não gostei e o apelido pegou (risos). Periferia Hip-Hop: Como foi o seu início em parceria com o Sabotage?
Dj Hadji: Eu tocava no Clube da cidade na época e o Maurinho sempre ia lá com o RZO fazer show, curtir. Na época eu era amigo do Dj Negro Rico - que era Dj do RZO. O Rico tinha uma escolinha de Dj’s e o Sabota sempre ia lá. Um dia o Sabota falou pra mim que eu seria o Dj dele quando ele gravasse o seu cd (risos). Enfim, depois que ele gravou o cd, o Sadrão “RZO” falou pra ele me colocar como Dj dele, ai me ligou e o rap é compromisso até o fim. (risos) Periferia Hip-Hop: Você é um Dj que tem passagens no exterior. Nessas idas e vindas como analisa o público e a organização dos shows brasileiros com os estrangeiros?
Dj Hadji: Eu acho que no exterior a parada é mais profissional. Aqui é meio complicado porque poucas pessoas acreditam no rap. Lá fora as pessoas escutam muito rap e os shows lotam estádios. Periferia Hip-Hop: Atualmente você toca com Gabriel Pensador e Negra Li. Como concilia as duas agendas ou acaba tendo que sacrificar a participação em um show para comparecer em outro?
Dj Hadji: Com o Gabriel eu tenho um Dj que toca no meu lugar quando não vou, é o Leandro Neuroze, que é o melhor amigo do Gabriel em matéria de letras e rimas. Já com a Negra Li estou sempre junto e assim vai. Periferia Hip-Hop: Você é bi-campeão do Hip Hop Dj’s. O que esse título representou para você e o que mudou na sua carreira profissional?
Dj Hadji: Tudo aconteceu na minha vida naquele ano de 2001! Tudo mudou, eu fiquei conhecido e fiz muitas amizades com muitos Dj’s. E dou graças a Deus por isso pois é muito difícil, mas nunca desisti, sempre acreditei que ia chegar nem que levasse minha vida toda. Sempre tive fé! Periferia Hip-Hop: Como analisa o atual mercado brasileiro de Dj’s e qual a sua opinião em relação às músicas baixadas na internet?
Dj Hadji: Hoje é fácil ser Dj, é só ir na internet, baixar músicas, pegar um notebook e tocar. Só que não é assim. Dj que nunca colocou a mão em um disco não merece ser Dj. Dj que não sabe tocar com discos, desculpe-me, mas não é Dj. Hoje o serato (equipamento desenvolvido para facilitar a vida dos DJ’s) está aí, mas quem merece o serato são todos aqueles Dj’s que carregavam case de discos, que deixou de comer, de comprar roupas, que teve que passar por baixo da catraca de ônibus, deixou várias coisas de lado só pra gastar todo o seu salário suado em discos. Você já fez isso? Então merece tocar com serato.
Periferia Hip-Hop: Além de DJ você também aparece como ator em alguns trabalhos, como no filme “Antonia”, que possui elenco com muitas personalidades. Como é a sensação de atuar na televisão e nos cinemas?
Dj Hadji: Foi uma experiência que nunca vou esquecer. Ajudou a divulgar os meus trabalhos como Dj e ator. (risos) É muito bom chegar no cinema lotado e ver sua cara nele. (risos) Eu fiquei muito feliz graça a Deus. Periferia Hip-Hop: Hadji foi um enorme prazer falar contigo, e para finalizar, deixe a sua mensagem final para todos os Dj’s e fãs.
Dj Hadji: Quero dizer pra todos Dj’s que nunca deixem de acreditar nessa arte que é ser Dj, pois é uma profissão, é um trabalho, basta acreditar e ter fé e não deixa de treinar, ouviram? Treinem e ouçam mais músicas brasileiras. Sei que as músicas gringas são muito loucas mas vamos valorizar nossos artistas nacionais pois somos nós Dj’s que tocamos as músicas, então vamos tocar mais músicas nacionais nas festas e nas rádios, firmeza? Muita paz. Abraço. |
| Última atualização ( Seg, 12 de Outubro de 2009 19:39 ) |
















